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Sob As Pétalas Do Luar

CAPÍTULO 1

Sob As Pétalas Do Luar

CAPÍTULO 1

Capítulo 1 · 2 min de leituraClassificação +18: conteúdo adulto

Terca-Feira

06:34

Droga! Estou absurdamente atrasada. – bufo desesperada, terminando de montar a minha lancheira de trabalho. Que por mais pobre que eu seja, era decadente e frustrante.

Minha lancheira era recheada de batata doce cozida, a qual minha mãe plantou no meu quintal a seis anos atrás, antes de pegar as malas e sumir.

Que tipo de mãe abandona a filha de 40 anos assim? – chora mentalmente.

Eu nem sei cozinhar... No máximo cozinhar as batatas no fogão...

E tem mais... Eu gastei todo o meu dinheiro em comida pronta, e agora o meu gás acabou, a internet foi cortada e eu só tenho três dias até a luz ser cortada também. Droga de vida adulta de merda. Mamãe, me salve!:(

"Agora só me falta sair na porta e ser acertada por um raio".– penso, enquanto corro em direção a porta.

Cra-koom!

Porra!

Sinto meu corpo flutuando sobre um lago congelado, ouço choros pequenos. Como de uma criança encolhida sob lençóis finos em uma madrugada fria e solitária ao luar.

Encolho o meu corpo, sentindo arrepios percorrendo em cada centímetro do seu ser.

"Estou ferrada... Com certeza é o capeta vindo me buscar..." – choramingo baixo, sentindo terror.

Você pode me ajudar?

Ouço a voz infantil, como se a mesma estivesse sussurrando em meus ouvidos. Um arrepio percorre meu corpo e me viro lentamente.

Quem é você?

Ali estava...

Uma criança com cabelos longos, olhos tão brancos, que eram como a neve ao redor do lago congelado.

Lucien...

A garotinha sussurra, com um olhar melancólico e cheio de lágrimas.

Lucien... O que você quer? E por que está em um lugar desses?– questiono, ainda com um leve tremor na voz.

Papai me abandonou... De novo... – a pequena falou com a voz repleta de dor e angústia.

Eu não quero mais. É centésima vez... Papai sempre escolhe acreditar nos outros... Não... Ele foi enfeitiçado. – ela diz, perdendo a emoção na voz.

Papai e a família foi enfeitiçado pela bruxa velha... Mas ele não me deixa curá-lo... Só eu posso curá-lo...

Olhei para a garotinha que apertava o cobertor em suas pequenas mãos, e senti uma pontada de simpatia. Mas ainda não podia confiar. Quem me garante que ela não está nessa forma para me enganar e engolir a minha alma... Maldito raio! Maldita boca!

Xingo ao lembrar dos meus últimos pensamentos, antes de sentir a pior e mais aterrorizante dor do mundo.

Você vai conseguir...

Olho para ela, sem conseguir entender bem em como ela havia chegado a conclusão de que eu a ajudaria...

Eu não vo—

Minha voz foi interrompida por sua risada fofa e um tanto assustadora.

Você vai... Afinal de contas, voc—

Puffs! – algo explode diante dos meus olhos, me fazendo perder a concorrência aos poucos.

"Não consegui ouvi a última frase... Eu o que? Me diga diaba!" – penso perdendo completamente os sentidos.

Continua...

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