Uma missão secreta para a pequena ninja.
Capítulo Único.
Capítulo 1 · 19 min de leituraClassificação +18: conteúdo adulto
O set de gravação, que normalmente era animado, naquele dia em específico, se encontrava quieto e sombrio. Bom, tirando alguns improvisos de Seraphine em algumas notas no violão, e algum vídeo aleatório que corria no celular de Kai’sa. Mas aquela situação… Ela era vagamente familiar. Cada uma em um canto do set, bem separadas e silenciosas. Evelynn não se encontrava entre as garotas. E havia uma Ahri bem murcha jogada em um sofá, que suspirava a cada 5 segundos e tinha suas orelhas felpudas encolhidas contra sua cabeça. Havia apenas um significado para aquela situação: Ahri e Evelynn haviam discutido - Novamente. Não era algo extremamente incomum, a cada novo lançamento musical, as duas ficavam nervosas com o prazo e começavam a se desentender com frequência. Como elas eram as mais velhas do grupo, ninguém ousava se intrometer em sua discussão, e não era só por respeito, elas, na verdade, eram… Assustadoras demais para se intrometer. Era um momento tenso para Seraphine, que era a mais nova entre todas nós, e também odiava o conflito e ficava rapidamente triste com o clima. Normalmente, quando Akali estava junto, a levava para fora do estúdio para comer alguma coisa e esperar o clima acalmar. Mas dessa vez, Akali chegou muito atrasada. Restou apenas o clima sombrio deixado para trás. Mas o pior ainda estaria por vir, ela já pressentia. E esse momento se iniciava no momento que as orelhas de Ahri se moviam para captar o novo som ambiente. Se intensificaram no momento em que sua cabeça se virava na direção de Akali e seus olhos brilhavam esperançosos. E, como se nada houvesse acontecido antes daquilo, a mais velha integrante corria para lhe dar um abraço caloroso, chamando a atenção de todas em sua direção, que finalmente se permitiam sorrir para cumprimentá-la. Mas Ahri não estava fazendo aquilo apenas por carinho, ela sabia. Era… Quase um plano demoníaco da mais velha.
- Kaaaali~~ Só você pode me salvar agora!
Claro, claro… Sempre dependia dela. Tudo era ela. A única pessoa que conseguia consertar aquele clima do grupo. A única que falava com Evelynn quando ninguém conseguia contatá-la. Só que havia um problema nesse processo…
- Certo, certo. Entendi. Ela foi para a casa dela, certo?
Akali soltou um longo suspiro quando Ahri concordou freneticamente com a cabeça, com seus olhinhos azuis esperançosos. Era exatamente como Akali previa. Era hora dela ser a heroína do dia.
- Ahh… Que saco. Acho que vou ter que pular os treinos amanhã. Odeio passar maquiagem no corpo. E provavelmente eu nem vou conseguir me mexer direito mesmo…
Akali resmungava consigo mesma ao se encontrar do lado de fora do estúdio. A primeira coisa a se fazer era passar num restaurante favorito. Energia, estocar tanto quanto se fosse treinar para uma batalha. Ou pelo menos se fosse para morrer, preferia que fosse de barriga cheia. Exagerada, conseguia ouvir uma voz zombar em sua mente. Essa voz parecia com a de Evelynn, ironicamente. Talvez comer demais não tenha sido uma boa ideia para o tipo de batalha que iria enfrentar, mas não tinha do que se arrepender agora, era hora de encarar seu destino. Seu percurso de moto foi lento, não tinha pressa nenhuma de chegar a seu destino. Mesmo assim, em pouco tempo estava subindo um elevador familiar, passando devagar por um corredor silencioso, até estar encarando uma porta bem conhecida. Suspirou. Apenas um toque na campainha. Algum tempo arrastado para finalmente ser atendida. Assim que a porta se abriu, mostrou apenas uma casa escura, com ninguém esperando para recebê-la do lado de dentro, o que fez suas entranhas gelarem. Mas já estava ali, e precisava encarar aquilo de cabeça erguida. Então, com a coragem renovada, deu alguns passos à frente até adentrar o local imerso na escuridão. A casa parecia tomada por uma névoa densa e pesada, e Akali sabia muito bem, Evelynn não seria vista, a menos que ela quisesse ser. Mas, para isso, precisaria haver um bom motivo. Akali seria obrigada a argumentar sozinha até a presença cercá-la. Logo, a porta se fechou atrás de si, a deixando completamente imersa na escuridão. Com um suspiro e muita cautela, ela começou a falar para o vazio:
- Eu fiquei sabendo, de você e a Ahri hoje. - Cada palavra e cada passo adentro do escuro eram calculados e cautelosos. Seus olhos estavam demorando para se acostumar a completa falta de luz. - Eu vim para ver como você está.
Levou uma eternidade de segundos num silêncio profundo, até que Akali finalmente sentiu uma presença em suas costas. Não se moveu. Um toque gélido pairou em seu ombro, e outro alcançou seu abdômen descoberto. Ela sentia o frio metálico de garras afiadas que se arrastaram em sua pele nua. Não machucava, era um toque leve o suficiente para lhe arrancar um suspiro.
- Huhu… Você veio me consolar, querida? Que fofo de sua parte.
A presença persistiu, o que mostrou que Evelynn parecia disposta em pelo menos ouvi-la por ora. Aquela voz dela em seu ouvido, tão melodiosa, arrastada e quase rouca fez os ombros de Akali tremerem, um alerta estranho em seu corpo de perigo, ao mesmo tempo que suas pernas amoleceram, quase cederam. O ato não pareceu passar despercebido. Aquela definitivamente não era a intenção de Akali ao aparecer ali. Ou talvez fosse? De qualquer forma, ela já não sabia que acabaria dessa maneira?
- Eve… Você tem certeza de que é isso que você quer para melhorar seu humor agora?
Uma risada sedutora ecoou no ambiente, e logo o toque junto da presença sumiram. Akali agora não sabia se havia feito algo errado. Foram longos segundos silenciosos novamente, até um toque frio e afiado em seu queixo a obrigou a erguer a cabeça e dar de cara com um par de olhos amarelos brilhantes muito próximos. Era como uma cobra a encarar sua presa. Isso retorcia suas entranhas. Não podia demonstrar medo. Ela parecia farejá-lo e gostar disso.
- … Tudo bem, eu entendo. Posso fazer isso, se é o que você quer. Mas você deve me prometer que vai conversar sobre o que aconteceu depois. E conversar com Ahri.
Uma fileira de dentes alinhados com grandes caninos se abriu em um sorriso à sua frente. O rosto obscuro se aproximou, e Akali pôde sentir um toque quase fantasma contra seus lábios. Gelado. Mesmo assim, ela sabia que eram os lábios dela. E ainda tão perto, ela ouviu o sussurro.
- Combinado, paixão. Mas não se esqueça do significado disso.
Aquele sussurro arrancou um suspiro pesado de Akali. Era um contrato fechado, perigoso, insano. Assim que um par de mãos desenhou com firmeza um caminho de garras por suas costas e agarrou sua cintura, ela soube. Aquela noite iria ser lenta, longa. Agora, ela era a presa, e não havia mais como fugir. Sempre que as coisas terminavam daquela forma, era tortuoso. Akali conheceu muitas faces de Evelynn, inclusive, faces carinhosas que poucos tiveram a chance de ver. Mas aquele lado dela… Akali sabia que ninguém do grupo conhecia. O lado sombrio de Evelynn. Quando estava frustrada, irritada, e sempre perigosamente excitada. Akali virava seu brinquedo para descontar as frustrações. Ela não tinha certeza se Ahri sabia que as coisas às vezes acabavam daquela maneira, por isso sempre escolhia Akali. A conhecendo, às vezes duvidava disso, mas o fato era que quase sempre terminava dessa forma, não era uma conversa saudável, era apenas uma maneira estranha de ajudar com a tensão e o mau-humor de Evelynn. Não sabia se iria se acostumar algum dia com isso.
- Relaxe, paixão. Seu corpo está tremendo todo, e eu sei que não é de prazer. Você sabe… O seu sofrimento é o único que não me dá prazer algum.
Akali não sabia se podia confiar totalmente naquilo, mas não podia negar que, apesar do ambiente sombrio, os toques em seu corpo estavam demonstrando certa gentileza, embora um pouco de urgência. Assim que sentiu seu casaco deslizar por seus ombros, foi a hora que sentiu uma lambida fria em seus lábios. Dessa vez, os lábios gélidos se aproximaram dos seus sem se afastar mais. A língua lasciva invadia sua boca e Akali começou a sentir aquele outro corpo esquentar um pouco ao cortar a distância e colar ao seu. Assim que suas pernas falharam mais uma vez, ela sentiu uma mão se apoiar em sua lombar, a sustentando com firmeza e colando ambos os corpos mais uma vez. Foi então que, ao piscar os olhos, pôde ver um vislumbre da figura pálida à sua frente, mas ainda parecia se misturar com a fumaça, ou talvez os olhos de Akali não estavam totalmente adaptados ao escuro.
- Agora, parece um pouco melhor.
Aquela voz provocante parecia brincar com seus ouvidos. Akali nem percebeu o quão ofegante estava ou como estava tão fraca, a ponto de Evelynn precisar segurá-la para não cair. Isso prontamente foi resolvido, assim que a mulher a arrastou com calma para outro cômodo e prontamente a empurrou para algo macio, era a cama. Antes que qualquer dúvida surgisse em sua mente, uma fonte de luz de repente se mostrou presente no quarto. Seus olhos doeram um pouco, mas logo ela se acostumou com a luz do abajur que fora acendida, a permitindo ver melhor a figura de Evelynn, que já se mostrava um pouco menos assustadora ao não se misturar ao escuro. A visão por si só era suficiente para tirar o fôlego de provavelmente qualquer pessoa. A sua frente, a mulher se encontrava vestida apenas de uma camisola fina, quase transparente, na cor roxa. O detalhe de seu corpo marcando suavemente na camisola já era de outro mundo, mas perceber com um olhar mais detalhado que seus seios ganhavam pleno destaque na peça, e ainda exibiam mamilos visivelmente eretos, aquela visão era perigosa, podia matar alguém do coração com certeza. Ela ainda tinha um batom marcante em seus lábios, que agora estavam um pouco borrados devido ao beijo. E atenta a tudo, Evelynn lambia os lábios lentamente, pois sabia que estava sendo admirada, e queria mostrar que gostava disso. Uma cena que não era a primeira vez a ver, mas que Akali não podia se controlar, sempre sentia o sangue todo ir para seu rosto, e tão na frente do abajur, era impossível não ser notada, e isso sempre arrancava uma risada divertida de Evelynn, que prontamente levava novamente a garra até seu queixo.
- Eu não me canso da sua inocência. Ah, querida… Se eu não gostasse tanto de você… Eu iria amar te quebrar. Len-ta-men-te.
Assustador. Mas seu corpo não concordava com seus pensamentos. Uma onda de calor se espalhou por tudo como fogo líquido, e Evelynn tinha seus olhos atentos a isso. Um sorriso quase perverso se desenhou em seus lábios enquanto ela se inclinou em direção a Akali novamente. Outro beijo. Mais urgente. Mais profundo. Era o momento onde ela embebedava a mente de Akali com sua língua e seu perfume intenso, de uma maneira que Akali nem percebia que horas suas roupas simplesmente sumiram de seu corpo. Ou mesmo quando abraçou o pescoço de Evelynn como se ele fosse sua única salvação. Quando houve outra pausa para respirar, ela sentiu as garras de Evelynn passearem com mais força em seu corpo, com certeza deixando uma trilha avermelhada dessa vez. Seu suspiro foi afiado, e em troca ouviu uma risada da mulher.
- Sem acessórios hoje. Mas não garanto que eu não vá machucá-la um pouco, querida. Você continua de acordo? Vamos. Eu não estou tocando uma boneca, estou? Cadê sua voz?
Ela fazia aquilo de propósito. Afastava seus toques, ficava parada acima de Akali e a encarava pacientemente até ela falar alguma coisa. Ela sabia como era tortuoso e vergonhoso para Akali dizer alguma coisa naquela situação. Os resmungos que ela soltava tentando desviar da função de falar alguma coisa divertiam Evelynn.
- Eve… Eu já disse… Que temos um acordo.
Um arquear de sobrancelhas da mais velha foi possível para ser entendível que aquela não era a resposta que ela estava esperando. Algo a mais… Claro que tinha que haver algo a mais. Akali resmungava baixo, e aparentemente em outra língua. Sempre fazia assim quando era contrariada e estava muito nervosa. Era inegavelmente fofo, e não tinha como esconder uma leve risada com o ato. Akali sabia que não tinha para onde fugir, além de ser arrastada para o covil do demônio, teria que implorar para que este a devorasse. Que situação irônica.
- Porra… Eve, por que você sempre faz dessa forma? Merda, me toque. Por favor, me toque. Eu sinto que vou explodir.
Um suspiro pesado saiu de seus lábios assim que precisou falar aquelas palavras. Soaram tão desesperadas, tão arrastadas. Era erótico, não queria se acostumar com aquilo. Por outro lado, Evelynn estava satisfeita, quase parecia ronronar enquanto um sorriso se formava em seus lábios.
- Oh, paixão… É irresistível te fazer implorar.
A enrolação acabou. Como se fossem as cortinas de um espetáculo se abrindo, Evelynn ergueu sua camisola, revelando nada além de sua pele nua por baixo. Aquela pouca luz não fazia jus a sua beleza. Era quase criminoso aquelas sombras que ainda cobriam algumas partes de sua pele. Mesmo assim, era deslumbrante admirar cada pedaço de suas curvas. Mas Evelynn não precisava mais ser admirada, isso já era passado. Tudo o que ela precisava agora era devorar, com toda sua fome. Por isso sua cabeça se inclinou voraz até o pescoço de Akali. Mesmo demonstrando tanta urgência no começo, naqueles dias, Evelynn era dolorosamente lenta. Isso porque, o seu prazer ao descontar sua frustração era pintar suas marcas onde fosse possível pelo corpo de Akali, e seu primeiro lugar favorito era seu pescoço. Era como se ela gritasse ao mundo que aquela era sua presa - e apenas sua. Com beijos lentos, mordidas fortes e chupões que não diminuíram sua intensidade mesmo com os pedidos entre gemidos de Akali implorando para que ela não fosse tão bruta, ela fazia seu caminho entre o pescoço e clavícula de Akali, até que a língua, agora quente, percorria devagar o caminho até seus seios. Ali, era onde mais doía. Uma das mãos de Evelynn subiu para um dos seios, o apertou com nenhuma delicadeza, por sorte, ela havia se livrado das garras no meio desse processo. O dedo nu brincava sem piedade com o mamilo, enquanto sua boca alcançava o outro seio. Nada começou antes de outra de suas mordidas, e esta conseguiu deixar o corpo de Akali inquieto embaixo da mulher, que conseguia contê-la com maestria. Aquela mordida queimava a pele, e logo a dor era amenizada pela língua passeando mais suave pela marca, como se fosse um pedido de desculpas silencioso. Mas Evelynn não se sentia nem um pouco culpada com sua marca. Na verdade, permaneceu sorrindo a cada nova conquista. Finalmente, com seu território devidamente marcado, Evelynn passou então a usar apenas sua língua para levantar mais reações de Akali, essa, gemia indefesa diante das habilidades certeiras da mais velha. Quando sua boca fugiu para o mamilo que a aguardava, o corpo de Akali se arqueou e foi abraçado pelo braço livre de Evelynn enquanto ela sugava e pincelava o mamilo com sua língua com grande maestria, foi só quando o corpo de Akali relaxou novamente que o braço, novamente livre, de Evelynn fez caminho entre as pernas de Akali e sua mão se esgueirou pela pele que estava febril, aguardando ser tocada. Assim que sua mão alcançou o meio das coxas de Akali, Evelynn a viu se arquear novamente, mas dessa vez, seu corpo tremia e se debatia descontrolado, e Evelynn mal havia a tocado.
- Ah, amor… Você já estava tão molhada assim?
Isso era o pior para a mais nova. Feria seu orgulho ver Evelynn apenas brincar com as palavras na tentativa mais suja de deixá-la tímida. E o pior? É que sempre tinha resultado. Não importa quantas vezes fossem. Akali sempre iria encará-la com um olhar feroz, mas seu rosto sempre estaria vermelho até o pescoço, e seus olhos sempre estavam marejados, e ela sempre iria tentar esconder o rosto com um dos braços, como se fosse possível se esconder por completo daquela forma. Ela odiava toda aquela provocação sem sentido com palavras chulas e desnecessárias. Mas desde a primeira vez que tentou argumentar, até quando desistiu e ficou calada, mesmo assim, sempre que Akali olhava daquela maneira para Evelynn, a mais velha iria sorrir e falar as mesmas palavras.
- Seu corpo sempre é mais honesto que você mesma, paixão. Ele já está ficando viciado em me pertencer, agora.
E sempre iria se abster de ouvir qualquer comentário de Akali, a calando com algum beijo profundo. Não importava quão frustrada Evelynn poderia estar em um dia, ela sempre começava descontando suas frustrações, e depois, em meio a tudo, mostrava uma paixão lasciva em meio a um beijo, que derretia quaisquer problemas de ambas, e só em meio a esse beijo selado, que o ato realmente começava, e Evelynn introduzia dois de seus dedos para penetrar Akali. Às vezes, era simples e começava lento. Em dias como hoje, era selvagem e ela os movia com rapidez. Akali se encontrava indefesa, gemendo contra a boca de Evelynn enquanto essa serpenteava sua língua contra seus lábios, seu queixo, sua mandíbula, como uma cobra se arrastando, ela mantinha toques carinhosos, às vezes beijos leves por seu corpo, enquanto sua mão não mostrava piedade à mais nova, a deixando a mercê de seus dedos habilidosos que agora conheciam cada ponto fraco de Akali, deixavam seu corpo convulsionar forte enquanto Evelynn o apertava com o braço livre contra seu próprio corpo, para contê-la. O corpo febril incendiava a pele mais gelada de Evelynn, lhe causando deliciosos arrepios. Seu prazer bastava apenas em ver aquela bagunça que reduzia Akali naquele momento. Aquela expressão perdida de prazer, uma imagem proibida, que nunca deveria ser vista por mais ninguém além de Evelynn. Todas as suas frustrações se reuniam quando ela a admirava demais. Minha. A farei para sempre minha. Ninguém nunca conhecerá sua expressão além de mim. O desejo de marcá-la se intensificou novamente, várias marcas de mordida e chupões iam se espalhando lentamente pela pele clara de Akali, cada pedaço de sua clavícula, de seus seios, a barriga, e até mesmo das curvas de sua pélvis, todos tinham grande atenção antes que o rosto de Evelynn terminasse entre as pernas de Akali, e se inclinasse para auxiliar seus dedos. O rosto dela ficou rapidamente encharcado, todo melado com o prazer de Akali, que permaneceu se debatendo sobre seus dedos, com seu quadril se movendo desesperadamente para tentar acrescentar a fricção deles dentro de si, sinais claros que seu orgasmo estava se aproximando, uma oportunidade de se deliciar ainda mais com seu sabor, que Evelynn nunca perdia. Akali estava perdida em seu êxtase, nem percebeu que seu corpo estava erguido pela metade inferior, apenas sua cabeça e suas mãos firmemente agarradas aos lençóis permaneceram conectados à cama, Evelynn ergueu as pernas de Akali por cima de seus ombros para apoiá-la mais confortável no ar, e agarrou sua cintura com força, deixando as marcas de suas unhas na pele. Dessa vez, apenas sua boca fazia o trabalho, se deliciando contra os lábios íntimos de Akali, os percorrendo devagar com a língua, como se não quisesse desperdiçar nenhuma gota de seu prazer, em total êxtase com seu sabor viciante, que escorreu por seus lábios e seu queixo assim que Akali atingiu o orgasmo. O quarto foi preenchido por um gemido longo vindo do fundo do ser dela, seu corpo rapidamente se enrijeceu e logo em seguida amoleceu nos braços de Evelynn, que aproveitou cada gota que pôde de seu prazer antes de finalmente deitá-la devagar na cama, se divertindo com a visão de uma Akali extremamente bagunçada, seus cabelos tinham se soltado, caíam pela cama, sua respiração estava muito forte, como se nem todo o oxigênio do mundo fosse suficiente para ela. Seus olhos estavam perdidos em algum lugar do quarto, completamente nublados, cobertos de lágrimas que caíam vagarosamente por seu rosto, que estava completamente vermelho, e seu corpo ainda tinha um tremor suave pelo choque que o orgasmo lhe causava. Uma visão tão linda, tão perfeita. Seu corpo todo estava completamente marcado por Evelynn, haviam mordidas que até chegaram a sangrar um pouco, junto das marcas de suas unhas em sua cintura. Evelynn já sabia o que precisaria fazer. Assim que se limpasse, sua função era entrar em contato com Ahri para avisá-la para pedir uma folga nos treinos para Akali. Era algo já praticamente pré-estipulado a partir daquela situação. Mas após um trabalho tão bem feito… não faria mal algum Evelynn pedir uma pequena folga para si mesma. Era uma oportunidade perfeita agora para cair para a cama e abraçar o corpo suado e ainda um pouco trêmulo da menor. Seu cheiro sutilmente preenchendo suas narinas era calmante. Sua presença era a luz em seu mundo sombrio. Não havia problemas enquanto tinha aquela pequena criatura rebelde em seus braços.
- Obrigada, querida. Você se saiu bem.
Ainda não era um momento que Akali conseguia falar direito. Sua garganta doía seca, sua respiração ainda falhava. Apenas sua mão estava boa o suficiente para dar um puxão na bochecha de Evelynn, lhe arrancando uma risada divertida. Ouvir aquela risada descontraída da mais velha era reconfortante. Provavelmente não conseguiria nem mesmo se mover nas próximas horas muito bem. Mas havia cumprido seu objetivo. Quando ergueu os olhos e encontrou os de Evelynn a encarando com um carinho transbordando, como se nada mais importasse, Akali lembrou porque sempre cedia àquilo no fim. E assim, se aninhou nos braços de Evelynn e a abraçou de volta. Assim, poderia descansar. Recebendo um cafuné na cabeça e às vezes algumas palavras doces sussurradas contra sua testa. Mas uma frase em questão, dessa vez, ouviu pela primeira vez.
- Eu te amo… pestinha.
Seus olhos sonolentos se abriram arregalados como se tentasse compreender se havia ouvido direitinho. Porém, quando tentou afastar seu rosto para olhar para Evelynn, ela rapidamente segurou sua nuca e a manteve com a cabeça presa perto de seu ombro. E tornou a sussurrar.
- Vá descansar, ou vou fazer você comparecer ao treino amanhã. Sem maquiagem. Todo mundo vai entender que você me pertence.
Uma situação extremamente embaraçosa. Evelynn conseguiu ver até a nuca de Akali ficar vermelha, e isso lhe arrancou outra risada. Tinha certeza de que estaria ouvindo poucas e boas se a menor não estivesse tão esgotada. Tudo bem. A ouviria reclamar amanhã. Por enquanto, aproveitaria aquela sensação quente, que aquecia até mesmo seu coração tão gelado. Era suficiente. Pela primeira vez em muito tempo, Evelynn sabia que teria um sono tranquilo, segurando em seus braços o que ela considerava como seu bem mais precioso agora.
Fim da história
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